segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Top 10 - Multidisciplinar
Ana Valéria, Brenda Késsia e Leandro F. - 3,4
2° Lugar
Thomas - 3,3
3° Lugar
Clemilson - 3,2
4° Lugar
Erislane, Naison, Gilderlan, Jayanne, Natali e Rozilene - 3,1
5° Lugar
Jessé, Karlemberg e Rubson Mateo - 3,0
6° Lugar
David e Lucas R. - 2,9
7°Lugar
Géssica M., F. Wagner, Francisco K. M. Janaina e Samuel N. - 2,6
8° Lugar
Magno - 2,5
9° Lugar
Jair R. José Eudes, Yure e Letícia Alves - 2,4
10° Lugar
Jean e M. Renata - 2,3
domingo, 28 de novembro de 2010
Estados nordestinos são os maiores produtores de caju do país

O cultivo do caju tem importância para do Semi-Árido nordestino, em virtude da geração de empregos no campo gerados na entressafra das culturas tradicionais como milho, feijão e algodão. De acordo com o último levantamento feito pelos pesquisadores da Embrapa a importância social do caju no Brasil traduz-se pelo número de empregos diretos que gera, dos quais 35 mil no campo e 15 mil na indústria, além de 250 mil empregos indiretos nos dois segmentos.
O cajueiro (Anacardium occidentale L.) é uma planta tropical, originária do Brasil, se adapta bem em quase todo o seu território. A Região Nordeste, com uma área plantada superior a 650 mil hectares, responde por mais de 95% da produção nacional, sendo os estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia os principais produtores.
No Brasil, a produção de amêndoa de castanha de caju destina-se, tradicionalmente, ao mercado externo, gerando, em média, divisas da ordem de 150 milhões de dólares anuais. Os Estados Unidos e o Canadá são os principais mercados consumidores da amêndoa brasileira, sendo responsáveis por cerca de 85% das importações. O agronegócio do caju no mundo movimenta cerca de 2,4 bilhões de dólares por ano.
Além do aspecto econômico, os produtos derivados do caju apresentam elevada importância alimentar. O caju contém cerca de 156 mg a 387 mg de vitamina C, 14,70 mg de cálcio, 32,55 mg de fósforo e 0,575 mg de ferro por 100 ml de suco. Os dados foram levantados pelos pesquisadores da Embrapa.
Cultivo de manga no Ceará
É época de manga no sul do Ceará. Os agricultores da região apostam no cultivo irrigado e estão conseguindo uma boa renda e ainda gerar novos empregos. Uma grande área verde no meio do sertão. Segundo a Secretaria de Agricultura, essa é a maior região produtora de manga irrigada do Ceará. São 350 hectares, com uma estimativa de safra de sete mil toneladas este ano.
O agricultor Raimundo Furtado tem um plantio de cinco hectares ainda na fase de floração. Até fevereiro ele espera colher 20 toneladas de manga. A dúvida é na comercialização.
“Para fevereiro, a expectativa é que ela tenha um preço melhor. Não tem manga. Isso é uma manga induzida para dar fora de época”, explicou Furtado.
Em plantios vizinhos já é tempo de colheita. O trabalho ocupa mais de 500 pequenos agricultores. “Aumenta um pouco o pão de cada dia”, falou o agricultor Domingos de Almeida.
Jesus Lucena passou de pequeno agricultor a comerciante da fruta. Ele tem dez hectares. Por semana transporta 14 toneladas para Fortaleza.
Para ganhar mais dinheiro com a safra, os produtores querem que seja instalada uma central de abastecimento no sul do Ceará, o que possibilitaria vender as frutas diretamente para o comprador.
Fonte: Globo Rural
Insegurança alimentar atinge 48% do Ceará
A fome ainda continua sendo um desafio a ser vencido em grande parte do país. No Ceará, 48,3% dos domicílios estavam em insegurança alimentar, no ano de 2009, ou seja, apresentaram algum tipo de dificuldade para conseguir alimentos. O número representa uma diminuição de 7,4% quando comparado a 2004.
Apesar dessa redução registrada no Estado ter ficado acima da média nacional, 4,7%, os números revelados, ontem (26), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do suplemento sobre segurança alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009, não são motivos para se comemorar. Isso porque os dados deixaram o Ceará na terceira posição com relação aos piores índices de insegurança alimentar de todo o Brasil, ficando atrás apenas do Maranhão e Piauí, com 64,6% e 58,6%, respectivamente.
A pesquisa mostrou que destas 48,3% residências cearenses, 24,4% estavam em situação de insegurança alimentar leve; 13,5% moderada; e 10,3% em condição grave.
Restrição
O estudo identificou que 4,5milhões de cearenses passaram por algum tipo de restrição alimentar ou alguma preocupação com a possibilidade de não ter recurso para comprar alimentos. Assim, 53,41% da população do Ceará, em 2009, estava nessa situação, visto que o índice populacional, na época era de 8.547.809 milhões.
De 2004 a 2009 houve uma queda de 8,2% no número de cearenses que enfrentavam o problema, conforme o levantamento. Em 2004, eram 4,9 milhões de pessoas nessa situação para uma população de 7.998.849 milhões.
De acordo com a pesquisa, o Nordeste foi a região que apresentou o maior número de residências em insegurança alimentar, 46,1%. No Brasil, esse dado é de 30,2%, demonstrando que, em 2009, 65,6 milhões de pessoas residentes em 17,7 milhões de domicílios enfrentaram algum tipo de dificuldade para se alimentar. Destas, 11,2 milhões estavam em uma situação considerada grave.
Conforme o presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-CE), Emanuel Barreto, para que o Estado consiga superar esse problema é necessário, principalmente, que os governantes repensem as políticas públicas que estão sendo executadas. "É necessário que haja uma maior valorização da agricultura familiar, pois assim teremos alimentos mais barato e de qualidade, e diminuiremos o êxodo rural", revela.
Apesar das estatísticas mostrarem que a situação do Ceará não é a das melhores, o Estado avançou com relação à segurança alimentar. Em 2004, somente 44,2% dos domicílios cearenses estavam nessa condição, ou seja, os seus moradores tiveram acesso aos alimentos em quantidade e qualidade adequadas. Já em 2009, esse número foi de 51,7%. Segundo Barreto, essa melhoria é decorrente de algumas ações governamentais, sendo a principal delas o Bolsa Família, e ainda a estabilidade da economia brasileira.
Insegurança Alimentar
Leve ocorre Quando é detectada alguma preocupação com a quantidade dos alimentos em um futuro próximo e quando existe um comprometimento com a qualidade desses alimentos
Moderada Caracteriza-se quando os moradores de um determinado domicílio conviveram, no período de tempo de referência, com uma restrição quantitativa de alimentos
Grave - Acontece quando além dos membros adultos de uma mesma família, as crianças também passam pela privação de alimentos, tanto com relação à quantidade quanto à qualidade, podendo chegar à sua expressão mais grave, a fome.
Segurança alimentar está relacionada às residências onde todos os moradores tiveram acesso aos alimentos em quantidade e qualidade adequadas e suficientes, sem se sentirem na iminência de sofrer qualquer restrição alimentar no futuro.
JÉSSICA PETRUCCI
REPÓRTER
Fonte: Diário do Nordeste
Funceme aposta em bom inverno para 2011 no Ceará
Iguatu. Depois de um período de estiagem, o sertanejo vive a expectativa de boas chuvas em 2011. As atenções se voltam para as experiências populares e para as previsões meteorológicas. O quadro atual é animador. As águas do Oceano Pacífico Equatorial estão mais frias do que o normal para essa época do ano, caracterizando o efeito La Niña, que é favorável ao sistema de ocorrência de chuvas no semiárido nordestino. Diante dessa realidade, a Funceme aposta em um bom inverno. A Ematerce começa a distribuição de sementes selecionadas do Programa Hora de Plantar no próximo dia 3, na região do Cariri.
A Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) só vai divulgar prognóstico oficial da quadra invernosa de 2011 em 21 de janeiro, após reunião técnica e análise dos dados. Mas o efeito La Niña reacende a esperança de técnicos e produtores rurais. "O quadro atual é bastante animador", disse o meteorologista da Funceme, Paulo Barbiere. "Com as condições de hoje, a gente espera um inverno bem melhor do que o deste ano".
O secretário de Desenvolvimento Agrário, Antonio Amorim, mantém uma expectativa positiva. "A ocorrência do efeito La Niña é animador e isso traz esperança para todos nós. Sabemos que há outros fatores, mas queremos acreditar em um bom inverno no ano de 2011".
Neste ano, predominou o efeito El Niño, contribuindo para ocorrência de estiagem no sertão nordestino. A temperatura média para esta época do ano é de 26 graus Celsius e uma diferença de cerca de quatro graus para mais ou para menos caracteriza os fenômenos El Niño e La Niña. Segundo o meteorologista Paulo Barbieri, esses fenômenos têm duração média de três a quatro meses. "Não são eventos que se modificam de uma hora para outra", observou. "Por isso, o quadro atual é animador e deve se estender até abril".
As chamadas chuvas de pré-estação que ocorrem a partir da segunda quinzena de dezembro e em janeiro são decorrentes de frentes frias verificadas na região Sudeste e que às vezes chegam até a Bahia e influenciam a ocorrência de precipitações no semiárido nordestino. São as chuvas decorrentes do Vórtice Ciclone de altos níveis. "As previsões dessas precipitações somente podem ser feitas com três ou quatro dias de antecedência", esclarece Barbieri.
Amorim informou que a partir do próximo dia 3 de dezembro começa a distribuição de sementes selecionadas na região do Cariri, do Programa Hora de Plantar. O inverno começa pela região Sul do Ceará, mas os técnicos da Ematerce orientam que os produtores rurais só devem fazer o plantio quando o solo estiver bastante úmido. "Queremos deixar com antecedência nas mãos dos agricultores as sementes para que no tempo certo façam o cultivo".
O lançamento do programa de distribuição de sementes para a safra 2011 será em Barbalha, no próximo dia 3. A SDA deve divulgar na próxima segunda-feira a quantidade a ser distribuída de sementes de milho, feijão, mamona, girassol, algodão e maniva de mandioca. Apesar de próximo do lançamento, a Assessoria de Imprensa da SDA disse que o quantitativo a ser distribuído com os pequenos produtores ainda está sendo calculado.
Ao mesmo tempo da expectativa de um bom inverno, o Governo prepara-se, em parceria com os municípios, para ocorrência de irregularidades nas chuvas e proteção aos produtores da agricultura familiar por meio do Garantia Safra.
Ampliação de vagas
"O Ceará foi o primeiro Estado a receber a liberação de recursos neste ano em face da seca", disse Amorim. Neste ano, foram atendidos 290 mil pequenos produtores rurais, com a liberação de R$ 176 milhões em quatro parcelas. Para 2011, o esforço do Governo é ampliar para 300 mil vagas.
Há, entretanto, um empecilho técnico decorrente da quantidade de registro de propriedades rurais pelo IBGE. "Existem mais áreas porque muitas não têm registro ou são de posseiros e estamos preparando uma nota técnica para esclarecer o Ministério do Desenvolvimento Agrário", disse ele. Até agora, já foram feitas 280 mil inscrições no Garantia Safra.
As experiências populares que ainda resistem em algumas áreas do sertão do Ceará sobre a ocorrência ou não de boas chuvas começam em 13 de dezembro próximo, com a colocação de pedras de sal na madrugada do dia em que os católicos celebram Santa Luzia.
Fique por dentro
La Niña e El Niño
O fenômeno La Niña, corresponde ao resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental formando uma "piscina de águas frias" nesse oceano. Contribui para as chuvas. O El Niño é alteração significativa de curta duração (12 a 18 meses) na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico. Contribui para a seca.
Fonte: Diário do Nordeste
sábado, 27 de novembro de 2010
FAO quer estimular produção industrial de insetos
por Isabel Martínez Pita / Agência EFE
A nova tendência da gastronomia mexicana funde elementos da comida tradicional pré-hispânica, como os insetos, com a mediterrânea e internacional
Estima-se que em 2050 a população mundial vai superar nove bilhões de pessoas, um número que poderá causar um colapso na indústria de alimentos. Perante a situação, especialistas da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) decidiram promover os insetos, tão malvistos em algumas civilizações e tão requeridos há séculos em outras como elemento fundamental para a nutrição.
Responsáveis pelo Programa de Insetos Comestíveis do Departamento de Florestas da FAO, em Roma, dizem que não se pode ignorar a eficiência dos insetos como produtores de proteínas, em detrimento de outros animais incluídos na dieta tradicional. Mesmo assim, nem todos os bichos podem ser inseridos na alimentação e, além disso, uma ação indiscriminada poderia provocar graves problemas ambientais.
A nova tendência da gastronomia mexicana funde elementos da comida tradicional pré-hispânica, como os insetos, com a mediterrânea e internacional
Estima-se que em 2050 a população mundial vai superar nove bilhões de pessoas, um número que poderá causar um colapso na indústria de alimentos. Perante a situação, especialistas da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) decidiram promover os insetos, tão malvistos em algumas civilizações e tão requeridos há séculos em outras como elemento fundamental para a nutrição.
Responsáveis pelo Programa de Insetos Comestíveis do Departamento de Florestas da FAO, em Roma, dizem que não se pode ignorar a eficiência dos insetos como produtores de proteínas, em detrimento de outros animais incluídos na dieta tradicional. Mesmo assim, nem todos os bichos podem ser inseridos na alimentação e, além disso, uma ação indiscriminada poderia provocar graves problemas ambientais.
O México é um dos lugares com maior consumo de insetos em sua dieta comum. Sabe-se de seu uso culinário há 500 anos. Os primeiros espanhóis que se estabeleceram ali enviavam aos reis da Espanha ilustrações desses pequenos bichos que eram consumidos, entre os quais se encontravam gafanhotos, abelhas, vespas e escaravelhos.
Segundo a pesquisadora, o consumo dos insetos continua em todo o país, sobretudo nas áreas rurais. Inclusive, há alguns deles que atingem preços muito elevados, como é o caso do verme branco do agave, que custa US$ 500 o quilo (R$ 860). O peso equivale a cerca de 1.600 vermes, embora seja uma quantidade difícil de obter dada sua escassez. “O valor nutritivo dos insetos é maior que o do resto das proteínas animais. Seu conteúdo em proteínas é comparável ao da carne e sua quantidade de fibra é ainda maior”, sustenta a bióloga.
Limpos e saborosos
Apesar da ideia generalizada que se tem dos insetos em alguns países desenvolvidos, onde estão associados à sujeira, nos Estados Unidos há empresas dedicadas exclusivamente a sua comercialização. Em Montreal, no Canadá, a cada ano se realizam festivais de degustação e em outros países europeus, como a Espanha, restaurantes abriram suas portas para que os insetos sejam os únicos protagonistas de seus pratos. Embora sua comercialização em massa pareça ainda estar distante.
Gafanhotos, ovos de formiga, jumiles (um inseto parecido com a barata), larvas de mosca e vários vermes podem ser degustados acompanhando risotos, lasanhas ou pratos elaborados de carnes
"Não acho que as empresas, as firmas e multinacionais apoiem a iniciativa imediatamente. Eles farão isso quando já não virem outra forma de fazer as coisas. O indivíduo da cidade tem pavor dos insetos. Para eles são animais sujos, geradores de lixo ou que se encontram em lugares que não reúnem condições de higiene", afirma Blázquez.
A pesquisadora diz que os insetos, além de seu valor nutritivo, também possuem sabor agradável. “A aparência é o que pode ser o pior para pessoas com outro tipo de cultura, porque para muitos do meio rural todos estes animaizinhos são limpos e saborosos, não possuem aspectos negativos, só qualidades", diz.
As vantagens, para Blázquez, são inúmeras. Os insetos são os animais mais numerosos do planeta e, na criação, não ocupam muito espaço. O custo também é avaliado por não demandar valores altos com manutenção e alimentação que pode ser realizada com resíduos orgânicos, dependendo do inseto.

